sábado, 19 de maio de 2012

Encontro de congado inaugura ginásio do Conselho Afro no domingo

Um encontro de congado e de moçambique comemora a inauguração do ginásio do Conselho Afro, no próximo domingo. Cerca de 500 festeiros de Uberlândia e 15 grupos locais recebem a benção, às 12h, na sede definitiva da entidade, localizada entre as ruas Nilton Rosa Nunes e Mário Vinícius Almeida, no conjunto Elza Amuí. É um evento festivo já que a solenidade oficial foi realizada em março passado. O conselho existe desde os anos de 1980, destina-se a preservar a cultura negra e combater o preconceito. Um almoço de confraternização será servido na Escola Estadual Santa Terezinha.

A sede
O ginásio coberto tem quadra poliesportiva, dois vestiários, arquibancada, com capacidade para 1,5 mil espectadores, um palco e seis salas multiuso para cursos. Foram gastos R$ 656 mil com a obra e o mobiliário, numa parceria da Prefeitura Municipal de Uberaba com o Ministério do Esporte. O imóvel foi cedido ao conselho em regime de comodato por 25 anos.

Segundo o presidente do Conselho de Participação e Integração da Comunidade Afro-Brasileira, Evaldo Alves Cardoso, o “Saruca”, de segunda a sexta-feira as instalações são utilizadas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer para projetos com moradores da região. Por meio dessa parceria, a prefeitura arca com os custos de energia, água, manutenção e vigilância.


Por Luiz Alberto Molinar – Assessor de Comunicação da Fundação Cultural de Uberaba

Workshop "Reprogramação mental - Mudando paradigmas"

"A vitória da razão empírica" por LB. Carriconde

Nunca observei muito o mundo. Nunca verdadeiramente o percebi, vivi, observei, pensei, mas não existi. Até aquele momento, não tinha percebido a beleza do mundo, nunca o havia percebido tão mergulhado numa estética perfeita, eu vivi em um mundo que não consegui conhecer em sua essência. Felizmente tive a oportunidade de conhecê-lo nem que por apenas alguns instantes. Que bela visão. Que sentimento. Que plenitude. 

Caminhava pelas ruas movimentadas de uma grande cidade, perdido como sempre em pensamentos e reflexões dos mais variados tipos, não percebi a luminescência de um objeto que conhecia em suas minúcias devido a sua excessiva exposição em todos os cruzamentos e ruelas. Vermelho. Vermelho. Carro. Sangue. Gritos. Vozes desconexas e reveladoras. Azul. Céu. Branco. Nuvens. Rostos. Horror. Gritos. Beleza. Presença. 

Escutei ao longe comentários. Será que ele ainda está vivo? Foi jogado a uns dez metros de distância. Acho que a curvatura de suas pernas não esta muito correta. Coitadinho. Coitadinho. Tia, aquele moço vai morrer? Morte. Vida. Plenitude. Existir como senão houvesse amanhã. Ironia, o amanhã certamente nunca viria. Não mais importava, eu agora percebia, vivia, sentia observava. Eu finalmente percebia a beleza da empiria, experiência necessária, morbidez da morte, essencialidade da falta de vida. Eu agora morria, mas também vivia como nunca tinha vivido. Eu finalmente contemplava um mundo que não conhecia e que agora perdia. Morte. Morte. Plenitude. Escuridão. Clarão. Corpo. Ambulância. Cemitério. Céu. Universo. Choro. Corpo pequeno. Enfermaria. Maternidade. Novamente observaria. Vida nova. Pensamento. Vitória da razão empiria.


LB. Carriconde nasceu em 1988 em Uberaba-MG. Graduado em Licenciatura em Letras nas Faculdades Associadas de Uberaba – FAZU. Atualmente mora em Curitiba-PR, onde continua sua formação acadêmica cursando Filosofia e Mestrado em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Amante do conhecimento metafísico, das religiões e filosofias orientais e ocidentais, publica seus primeiros livros baseando-se em suas leituras e estudos - "Elucubrações de um quase filósofo" - onde explicita em forma de contos e reflexões sua admiração pela filosofia oriental e por suas práticas de realização ontológica, e – "Humano Obsoleto Humano" – onde discute temas como tecnologia, transhumanismo e pós-humanismo, apresentando Devin1, o primeiro transhumano, criado pela humanidade.

LB. Carriconde terá os seus textos postados no Blog da Alternativa Cultural aos sábados.

FLIP 2012



A Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – chega a sua 10ª edição com fôlego extra para festejar a boa literatura. De 4 a 8 de julho, 40 escritores vindos de 14 países se reúnem em Paraty para cinco dias de intensa programação. Para marcar uma edição especial, o homenageado desta edição será o escritor, poeta e cronista Carlos Drummond de Andrade.

A programação completa da Tenda dos Autores, com todas as mesas literárias e horários, já está disponível no site www.flip.org.br.

Também estão on-line as informações sobre a venda de ingressos, que começa no dia 4 de junho, às 10h, pela internet, telefone e em diversos pontos de venda.

Confira abaixo a lista de autores da 10ª Flip:
Adonis
Alcides Villaça
Alejandro Zambra
Altair Martins
Amin Maalouf
André de Leones
Antonio Carlos Secchin
Antonio Cicero
Armando Freitas Filho
Carlito Azevedo
Carlos de Brito e Mello
Dany Laferrière
Dulce Maria Cardoso
Enrique Vila-Matas
Eucanaã Ferraz
Fabrício Carpinejar
Fernando Gabeira
Francisco Dantas
Gary Shteyngart
Hanif Kureishi
Ian McEwan
J.M.G. Le Clézio
Jackie Kay
James Shapiro
Javier Cercas
Jennifer Egan
João Anzanello Carrascoza
Jonathan Franzen
Juan Gabriel Vásquez
Luis Fernando Verissimo
Luiz Eduardo Soares
Paloma Vidal
Richard Sennett
Roberto DaMatta
Rubens Figueiredo
Silviano Santiago
Stephen Greenblatt
Teju Cole
Zoé Valdés
Zuenir Ventura

Para comemorar seus dez anos, a Flip prepara ainda o lançamento de dois livros e um DVD cheios de histórias para contar.

Para saber mais sobre o que vem aí acesse nosso site www.flip.org.br


Fonte: Flip

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Clube do Vinil da Alternativa Cultural tem Donna Summer

Artista: Donna Summer

Disco: Collectors Edition The Best Of 1977- 1980

O disco é uma reunião de clássicos de uma das maiores cantoras da música POP mundial!

Reunindo vários hits que embalaram trilhas de filmes, a Alternativa Cultural faz sua homenagem e convida os amantes do bom e velho vinil a vir curtir essa joia rara!

"Professor Crispim" por Iara Fernandes

O ofício de professar, para mim, veio justo nos vinte e três. Faculdade foi apenas uma escola grande e se vi diferença entre ela e o colégio, onde passei dez anos, foi por conta de alguns poucos professores. Eles, sim, colocaram lá no meu dentro toda a idéia do conhecimento, da pesquisa e de como fazer o aprendido fluir de mim, quando eu estivesse frente a alunos, numa sala de aula que não fosse cenário para um estágio qualquer.

Saí do grande prédio onde se podia cabular aula sem ser repreendido e logo me enfiei na labuta. Comecei com leveza, poucas aulas, mas em ambiente que exigia um certo molejo, uma boa dose de bom humor e mais de aprender do que de propriamente ensinar.

Todos os dias, andava 30 quilômetros numa kombi modelo anos 70, para chegar a um vilarejo da zona rural do município onde moro. Lá, as primeiras experiências com aulas me convidavam a ser falante e correta, em fazer tal e qual o manual da faculdade me ensinara e alunos – alguns mais velhos que eu, longe da escola por anos a fio e outros mais meninos, que frequentavam o estabelecimento pela merenda e não tanto pelo aprendizado – me olhavam, pensando do que seria capaz aquela criatura cabeluda, carregando uma enorme mochila nas costas e livros e cadernos nas mãos.

Na primeira aula, dividi o quadro, conforme me havia ensinado a professora de Didática e Estrutura do Ensino, escrevi com letra formosa e legível, conforme havia me ensinado a professora de Psicologia da Educação, falei claro e com boa dicção, conforme havia me ensinado o professor de Fonologia e Fonética e enchi o quadro de gramática pura conforme havia me ensinado o professor de Língua Portuguesa VIII. Achei tudo de um brilho esplendoroso. Silêncio sepulcral e eu crendo ser isso o indício de um grande sucesso.

Havia um moleque pequenino, mas de idade maior que a maioria dos garotos de sua estatura. Uma cabeça em exagero que ostentava um rosto esquelético, de olhos saltados, os lábios grossos e um largo sorriso, por meio do qual se escancarava, sem pudor algum, um único dente superior, alvo e solitário em meio ao oceano de gengivas. O sujeito me chamou a atenção, pois o par de olhos incrustados naquele rosto serelepe não me abandonou um segundo sequer e pensei mesmo em um aluno brilhante, capaz de repetir toda a lereia sobre o substantivo e sua classificação com a qual eu havia preenchido todas as quatro partes do quadro milimetricamente riscado de giz colorido (Ah, pobres alunos da minha fase inicial! Perdoem-me, se acharem que eu mereço!).

Terminada a explanação sobre o primeiro assunto – muito interessante e significativo – no meu julgamento e apenas nele, aventei de perguntar se havia dúvida. Não me sentia confortável o bastante para responder a perguntas que porventura brotassem da curiosidade provocada pelo excitante tema por mim apresentado, porém, de acordo com o aprendido no curso de Letras, não poderia jamais me esquivar de saber se o que eu havia ensinado fora realmente assimilado. Então, ei-lo levantando-se da carteira e agigantando-se de me meter medo. Quando vi o pequeno, movendo os lábios, logo pensei em desmaiar, sair num arroubo e no outro dia, talvez, explicar com desculpa muito das bem arranjadas, ou simplesmente nunca mais voltar ali. Seus lábios se fecharam na primeira sílaba, veio na sequência, a próxima e, então, o quadro era irreversível. Ele que tanto me olhara, me dissecara, me colocara indefesa e desprotegida diante de seus fulminantes olhos de jabuticaba bitela, articulou palavra por palavra e eu, suor escorrendo pela testa, pensava se conseguiria responder, pois partindo daquele observador impiedoso, só poderia vir questionamento de muito valor, carga pesada para uma professorinha ainda na casa dos vinte, na sua primeira aula fora do cenário do estágio. Finalmente, ele destrinçou e daquele conjunto de lábios carnudos e dente solitário, pensei que ouviria ameaçadora questão, porém:

─ Fessora, o que a senhora perguntou?

Uff! Alívio! Pausa para ar novo no pulmão, mas não me deixei enganar. Ele havia ganhado alguns preciosos segundos para dirigir-me pergunta mais escalafobética, aquela que me colocaria frente à minha real ignorância.

─ Como é seu nome? ─ Aproveitei para respirar melhor, ainda que engolisse em seco e fingisse uma tosse totalmente sem procedência.

─ Crispim, fessora.

─ Então, Crispim. Perguntei se alguém tinha alguma dúvida.

─ Eu tenho, fessora.

─ Pois não, pode falar! ─ Ai, meu Deus! Agora, tudo ou nada! Que Crispim me glorificasse ou me fizesse entender de vez que aquele não era mesmo o meu caminho. Quem sabe eu largava mão dessa história, parasse de teimar em ser professora, mesmo praticando o ofício desde a ficção vivida ali pelos oito anos, quando – em tardes fagueiras, debaixo do pé de chuchu, do quintal da casa onde morava – em vez de casinha, eu brincava de escola e minhas pobres bonecas tinham que saber de cor as lições e cumprir todas suas tarefas de copiar do quadro verde o que eu escrevia. No fundo, eu só queria que ele pusesse logo um fim àquela agonia.

─ Fessora, o que é dúvida?

Quase escorri pelo chão, ao desmontar-me feito um saco quando lhe tiram as batatas. A pergunta de Crispim nunca saiu da minha cabeça e até hoje penso no quanto, nesse dia, ele me ensinou.





Iara Fernandes é graduada em Letras, professora de português, redação e literatura, revisora e pesquisadora.

Um de seus contos foi publicado na antologia Mulheres em Prosa e Verso, do Concurso Internacional Mulheres que Escrevem, da Hoje Edições e outro na revista eletrônica Cronópios. Venceu o concurso de contos da Fazu, em 2009.

Iara terá os seus textos postados no Blog da Alternativa Cultural às sextas-feiras. 

Prêmio Barco a Vapor recebe 770 originais

A organização do Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, que acontece em sua oitava edição, informou que 770 textos de escritores de todo o país concorrem neste ano, 17% mais do que a edição de 2011. O concurso é promovido pelo grupo editorial espanhol SM nos países em que ele atua: Brasil, Chile, México, Argentina, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, Peru e Espanha. O vencedor, que será escolhido por um júri e anunciado no segundo semestre deste ano, receberá R$ 30 mil referentes ao adiantamento de direitos autorais e terá sua obra publicada pela Edições SM. Outros originais inscritos e recomendados pelo júri também poderão ser publicados. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Resultado Promoção "Espaço Gaia e Alternativa Cultural..."

Luiza Barbosa Borges é a 'sortuda e querida!' ganhadora da Promoção "Espaço Gaia e Alternativa Cultural": 01 sessão de Terapia Floral!

Seguindo as regras da brincadeira, Luiza terá 24h para entrar em contato conosco [por e-mail: marketing@alternativacultural.com.br] e garantir de vez o seu presentinho!

Vitrine do Sebo

"A vida não podia estar melhor para Lizzie! Ela parece ter tudo o que sempre quis: conseguiu um emprego em Nova York, está fazendo aquilo de que mais gosta - trabalhando numa loja de restauração de vestidos de noiva - e Luke, seu namorado lindo e cheio da grana, finalmente a pediu em casamento. Mas por que será que Lizzie não consegue ficar satisfeita estando a poucos passos do altar? Parece que ninguém está se importando com o que Lizzie quer fazer da vida! Só sua avó – com seu jeito peculiar –, as funcionárias na Chez Henri e uma cliente louca de pedra para clarear suas ideias e mostrar que o futuro estava ali bem perto o tempo todo...Último livro da série bestseller do New York Times. Os livros da série A rainha da fofoca já foram traduzidos em mais de 23 línguas. Meg Cabot é a rainha das adolescentes, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil."

R$20,00 Sebo Alternativa Cultural (livro em excelente estado de conservação)
R$47,90 Livro novo


"Em seu livro Ágape, com prefácio de Gabriel Chalita, o sacerdote católico tece suas reflexões sobre passagens do Evangelho de são João e convida o leitor a enveredar por inspiradas orações. Os dicionários definem a palavra "ágape" como a refeição promovida pelos primitivos cristãos a fim de celebrar o rito eucarístico. O rito confraternizava ricos e pobres em torno de ideais como amizade, caridade, amor."

R$12,00 Sebo Alternativa Cultural (livro lacrado)
R$19,90 Livro novo







"A primeira trilogia sobrenatural de Nora Roberts. Com elementos sobrenaturais e toques fascinantes de suspense e sedução, Nora Roberts, autora número 1 da lista de bestsellers do New York Times, apresenta A Cruz de Morrigan, primeiro volume da Trilogia do Círculo. Hoyt Mac Cionaoith não perdoa a força do mal que o separou do irmão gêmeo. Essa força se chama Lilith, uma vampira demoníaca. Nascida há milhares de anos, ela atrai um número incontável de homens, devastando-lhes a alma com seu beijo maligno. Para enfrentá-la, a Deusa Morrigan escolhe Hoyt e o faz viajar mil anos no futuro, para Nova York no século XXI, a fim de que encontre as pessoas certas para formar o círculo dos seis. Poderá Lilith ser detida antes que finalmente consiga dominar o mundo? A Trilogia do Círculo é a primeira incursão de Nora Roberts no gênero sobrenatural. E A Cruz de Morrigan, um épico romance que rompe as barreiras entre a realidade e o sobrenatural, ao mesmo tempo em que forja paixões entre homens e mulheres envolvidos numa batalha pelo destino da humanidade."

R$30,00 Sebo Alternativa Cultural (livro em excelente estado de conservação)
R$39,90 Livro novo

"Acorda Povo!": Proposta cultural leve, descontraída, alegre, sonora e rítmica



Com a participação de 02 crianças e vários adultos, as oficinas ministradas por Victor Gargiulo agradaram os participantes. Muitos alunos do Curso “Desafinados” estiveram presentes, inclusive o professor Daniel Lopes.

Victor trouxe uma excelente discografia e propôs audição de músicas da cultura popular brasileira, de várias regiões do país. Enquanto ouviam, os alunos podiam adquirir kits (fitas, miçangas, penduricalhos, alfinetes, flores) para montar um adorno para ser usado como pulseira, colar, arranjo para cabelo, etc. 

Segundo Thaís Helena - proprietária da livraria, a atividade revelou dom artístico e criativo dos participantes, pois peças lindas foram confeccionadas, ao final, formou-se uma roda para dançar cirandas.

A oficina foi promovida em formato gratuito e ofereceu a proposta de compartilhar pesquisas/andanças pelo universo da cultura popular brasileira feitas pelo Pedagogo.

Quem gostou, pode repetir. Quem não veio, pode participar do próximo encontro, já agendado para as 10h30 da manhã do dia 23 de junho, véspera de São João. Estão todos convidados.

Acorda Povo!!!!!!!




Literatura estrangeira tem o maior peso nas vendas de livrarias

As cinco áreas que mais geraram vendas para livrarias em 2011, conforme a percepção dos livreiros, foram (nesta ordem): literatura estrangeira, infantojuvenil, livros acadêmicos, autoajuda/esotéricos e livros didáticos.

E as que mais cresceram: infantojuvenil, literatura estrangeira, autoajuda, literatura brasileira e livros acadêmicos de ciências humanas. Os rankings fazem parte do Levantamento anual do segmento de livrarias da ANL, divulgado ontem. Os livreiros também apontaram os dez livros mais vendidos no ano passado. Entre eles estão Ágape, Steve Jobs, As esganadas, O guia politicamente incorreto da história do Brasil e os livros da série Diário de um banana.
Os livreiros consultados – 333 lojas, num total de 3.481 livrarias existentes no país – não tiveram que apontar números de vendas no levantamento. “Muitos não têm sistemas ou ferramentas de controle para saber exatamente quanto cada segmento faturou, mas eles sabem quais áreas são mais importantes”, diz Ednilson Xavier, presidente da ANL. Veja aqui o levantamento de 2011 completo, disponibilizado no site da entidade. 

A pesquisa revelou que as livrarias cresceram 5,26% no ano passado, abaixo da inflação de 6,5% e bem abaixo do que o crescimento dos últimos anos. 
 
As cinco áreas de maior representatividade no faturamento de 2011
2011
1º Literatura estrangeira*
2º Infantojuvenil
3º Acadêmicos
4º Autoajuda/esotéricos
5ª Didáticos
2010
1º Infantojuvenil
2º Autoajuda/ esotéricos
3º Acadêmicos
4º Literatura geral – Ficção
5º Literatura geral – Não Ficção
 
*Segundo a ANL, até 2010, o levantamento dividia livros de literatura em ficção e não ficção. Em 2011, o critério mudou para literatura estrangeira e literatura nacional, para que a representatividade da produção brasileira pudesse ser medida. 
 
Xavier, da ANL, destaca que o segmento de didáticos, que aparece em quinto lugar em 2011, é fundamental para sustentar alguns negócios. “Muitas livrarias só sobrevivem ao longo do ano, e é no período de vendas dos didáticos que conseguem fazer seu pé de meia”, afirma. 
 
As áreas incluídas no questionário da ANL foram: literatura brasileira (ficção/ não ficção), literatura estrangeira (ficção/ não ficção), idiomas, infantojuvenil, autoajuda/esotéricos, religião, culinário/gastronomia, viagem/turismo, ciências humanas e sociais, ciências biológicas, ciências exatas, didático e outros. 
 
As cinco áreas que mais cresceram em vendas em 2011
2011
1º Infantojuvenil
2º Lit. geral estrangeira
3º Autoajuda/esotéricos
4º Literatura geral brasileira
5º Acadêmicos: ciências humanas/sociais
 
2010
1º Infantojuvenil
2º Literatura geral – ficção
3º Literatura geral – não ficção
4º Acadêmicos: ciências humanas/sociais
5º Autoajuda/esotérico
Neste item do levantamento, vale a mesma observação sobre a mudança no critério para a classificação da literatura. “Embora a literatura brasileira pareça estar se aquecendo, esta é uma premissa que podemos assumir: ainda é um mercado que vende muito mais literatura estrangeira do que brasileira”, afirma Guto Kater, vice-presidente da ANL. Segundo ele, a literatura estrangeira é ainda mais dominante nas livrarias que vendem “modismos”. Para Xavier, o fato de literatura brasileira aparecer como a quarta área que mais cresceu em 2011 é um “alento”. 
 
Os dez mais vendidos em 2011
Ágape (Globo Livros)
A cabana (Sextante)
Querido John (Novo Conceito)
Steve Jobs (Companhia das Letras)
Porque os homens amam as mulheres poderosas (Sextante)
Guia politicamente incorreto (Leya)
O pequeno príncipe (Agir)
As esganadas (Companhia das Letras)
Mulheres inteligentes, relações saudáveis (Academia)
Diário de um banana - vários títulos da série (Vergara & Riba)


Fonte: PublishNews

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ação no bairro